Homenagem ao homem, amigo, sanfoneiro, cantor e pai: Erivaldo de Carira

16 out 2015 | 13:36 |
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obrihado senhorerivaO filho de “Manezinho” do Carira, sanfoneiro de oito baixos e de dona Julita, tornou-se uma das mais importantes referencias da música nordestina na região onde dedicou grande parte de sua carreira. Sergipe.

Neste pequeno espaço da região nordeste, sua sanfona e sua voz ecoam pelos quatro cantos, sem deixar de expandi-la por diversos estados brasileiros, onde os aplausos se confundem na sonoridade do seu forró autêntico, nas trilhas gonzaguianas, onde o show tem hora para começar e não tem para acabar.

Erivaldo de Carira começou a tocar sanfona aos dez anos de idade, vindo a ser conhecido com o sobrenome da sua terra Natal. A carreira solo foi consolidada aos dezoitos anos de idade e a partir daí, seu caminho foi uma construção permanente de história e dedicação a cultura nordestina.

Por quinze anos comandou o programa “No Pátio da Fazenda”, na Rádio Princesa da Serra; Antônio Poderoso conheceu seu talento e foi por ele incentivado a gravar seu primeiro LP “Forró a Brasileira” pela Fama Som Music do Brasil, sendo “Fazenda Velha” a música que se tornou carro-chefe desta obra. Na sequência de LPs que não pararam mais de serem gravados, vieram: “Mate Sua Sede” (Destaque para Sujo de Batom), “Mistura de Forró” de 1986 (Forró de Cabra Macho), participou no mesmo ano

Forró a Brasileirade duas coletâneas do Forrozão da FM Sergipe 98, “Meu Forró é Assim” foi lançado em 1989, pela Polidisc, (Serra Pelada e Lua de Mel, se destacaram), Ainda Sou Bom Nisso de 1990 (destaque para Melancia), e na sequência mais uma participação no forrozão da FM 98 em 1991; de pai para filho foi lançado em 1995 pela Seleto (Foi ela a música de destaque), e o primeiro CD nasceu em 1997 “As Melhores de Erivaldo de Carira” e “Fazenda Velha” sempre se destaca como uma das principais músicas de sua carreira.

Seguindo sua trajetória de sucesso, participou de uma coletânea no CD São João de Pacatuba em 1998; Xenhenhem foi o CD de 1999, pela EDC, tendo como destaque a Música que traz o título da obra. “Aqui Ta Bom” destacou “Ô Saudade” e “Vivendo de Lembrança”, pela Mega Music. Quem emplacou a décima obra fonográfica de Erivaldo de Carira foi “Do Jeito Que Eu Gosto”. O próximo passo é o DVD já esperado pelo público que acompanha sua trajetória.

Além de cantor e compositor Erivaldo de Carira já dirigiu o consagrado Artista Josa “O Vaqueiro do Sertão” em 2006. Para Josa, Erivaldo de Carira é seu substituto na preservação da coroa dos reis que mantém fidelidade as nossas raízes musicais.Sua voz possante já se espalhou pela Bahia, Ceará, Alagoas, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo sendo que em Sergipe seu nome está sempre presente nas principais programação dos festejos juninos do estado de Sergipe.

São 34 anos de estrada musical e sua carreira lhe trouxe grandes encontros ao lado de Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Flávio José, Clemilda, Adelmário Coelho, Oswaldinho do Acordeom, Sivuca, Pedro Sertanejo, Mestre Zinho, Trio Nordestino, Antônio e Cecéu, Josa e tantos outros.Além disso, já mostrou a cara da sanfona em TV’s do nordeste e do sul do país e suas músicas são executadas em diversas regiões do Brasil e do exterior.

Como fruto bom, gera outros frutos ainda melhores, seus filhosErivaldinho, Mestrinho e Thais, seguem carreira artística com sucesso, sendo que os dois filhos são consagrados sanfoneiros da nova geração do Brasil.

Mas, a caminhada de sucesso não para por aí. Canta o rei nasce em 2007/2008 e lança forró do Gonzagão tornando-se o décimo segundo trabalho fonográfico e sexto CD solo.

Erivaldo de Carira é um dos poucos sanfoneiros do Brasil que consegue tocar a sanfona, com o fole fechado o que é considerado pelos sanfoneiros como uma raridade dada a dificuldade de execução.Erivaldo de Carira é sinônimo de talento, versatilidade, fidelidade as suas raízes, contribuição das mais positivas em favor do verdadeiro forró e um nome que faz parte da galeria dos mais importantes representantes da música nordestina brasileira.

 

Fonte:  Forrozeiro de Carteira

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